A dor de um término

Assunto do coração é algo que vai te fazer derramar muitas lágrimas. É fato. Afinal, quem nunca chorou por amor? É claro que os choros na maioria das vezes são provocados pela dor do amor, principalmente quando se trata de fim de relacionamentos.

É algo sempre muito doloroso. Um marco de tristeza, solidão e coração em pedaços.  Independente dos motivos para o fim, não é nada fácil se readaptar a rotina diária sem aquele que foi seu grande amor, companheiro de todos os momentos.

A dor por vezes vai além do emocional, provoca falta de ar, dor no peito, alterações de apetite, sono, raiva, depressão e ansiedade. É literalmente uma reação ao luto, o interesse no mundo externo diminui e os pensamentos giram em torno do que foi perdido.

O processo de recuperação é lento e passa por todas as fases do luto (negação, raiva, negociação, depressão e aceitação). Essa evolução não é linear, e não tem um tempo determinado, podendo levar de meses a anos.

Seria bom se houvesse uma fórmula mágica para evitar esse sofrimento e superar de maneira rápida o fim, mas infelizmente, esse é um processo que deve ser natural. Fugir destas fases não irá aliviar a dor e também não resolverá o problema. O lado bom da coisa é que o sofrimento  pode ser produtivo, você pode simplesmente escolher transformar toda essa dor em aprendizado e se tornar uma pessoa melhor. Depende de você.

É uma oportunidade para se redescobrir, recuperar sua essência e resgatar o seu amor próprio. Reconstrua-se. Não é necessário pressa. Viver o término é preciso para poder se “curar” por completo. Só assim você poderá seguir em frente.

Chore… chore tudo o que tiver pra chorar. Não economize lágrimas. Deixa isso sair de você. Passe pelo processo. Leve o tempo que precisar. Mas se levante… e quando se levantar não olhe mais para trás. Se perdoe. Perdoe quem te feriu. E se torne o melhor que você pode ser.

Fonte: FREUD, S. Luto e Melancolia. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol. XIV. Rio de Janeiro: Imago, 1974.
MARCONDES, M. V., TRIERWEILER, M. & CRUZ, R. M. Sentimentos predominantes após o término de um relacionamento amoroso. Brasília: Psicol. cienc. prof. v.26 n.1, 2006


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