DST em mulheres lésbicas e bissexuais

Estava eu hiper concentrada em uma aula da pós, quando de repente o assunto  se volta à prevenção de DST. Conversa vai, conversa vem… E de repente me deu um estalo aqui: e as lésbicas como elas se protegem? São “esquecidas” da estratégia de prevenção. E isso é um erro que já vem la do inicio… na faculdade, o local que está formando novos profissionais. Então resolvi pesquisar para poder compartilhar com vocês!

Na nossa cultura é certo que a maioria das pessoas utiliza o preservativo não para prevenir DST, mas para evitar a gravidez. Tanto é que se você pegar um grupo de amigos, ou até mesmo uma turma de profissionais da saúde e perguntar quem usa preservativo em todas as suas relações você notará que será uma quantidade inferior a que não usa, por motivos diversos… entre eles, o casamento (como se não houvesse traição no mundo). Enfim, todo esse papo é somente para mostrar que pensamos em prevenção apenas em heterossexuais e gays… (por conta do bendito pênis). E as meninas?

Por ser práticas sexuais pouco conhecidas, com pouco estudo e informações, criou-se o mito que não é necessário se prevenir. Puro engano, lésbicas também contraem DST de suas parceiras, afinal as doenças são transmitidas através do contato direto e troca de fluídos.

Foi realizado uma pesquisa em 2012 pela secretaria de saúde de São Paulo, aonde falava que apenas 2% das lésbicas se preveniam, a pesquisa foi realizada com 145 mulheres. Elas alegavam ter parceiras fixas e desconhecer os riscos nas relações homossexuais de contrair DSTs. Mais de um terço dessas mulheres apresentaram vaginose bacteriana, 6,3% HPV (papiloma vírus humano), 25,6% fungos, 7% hepatite B, 2,1% hepatite C, 3,5% tricomoníase e 2,9% AIDS. O que mostra bem que é possível sim contrair DSTs pelas relações lésbicas.

Para prevenção é indicado o uso de quadrado de látex (Dental Dam), filme plástico, protetores de língua ou mesmo a camisinha convencional cortada em longitudinal. Érecomendado também luvas cirúrgicas e dedeira (capa de dedo).Os acessórios sexuais devem ser utilizados com preservativos realizando a troca do mesmo se houver compartilhamento do acessório. O ideal é que cada uma tenha o seu acessório. Também é necessário exames de rotina.

Mulher, lembre-se que não é comum corrimento, odor, coceira, feridas, verrugas e dor na relação sexual. Caso sinta algum desses sintomas procure um ginecologista. Se cuide! Se proteja! Faça sexo seguro!

Orientações sobre DSTs, prevenção e tratamentos podem ser obtidas pelo Disk-Aids, um serviço telefônico gratuito disponível no número 0800 16 25 50.

Fonte: http://www.athosgls.com.br
http://www.saude.sp.gov.br


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