A experiência da paixão

Quem nunca se apaixonou né? E que delicia que é aquela intensidade de sentimentos que tira o ar e nos faz perder a razão. O sentimento de ter encontrado o amor da vida. A Loucura inicial, invasão de sentimentos arrebatadores… (Ok, só é legal no momento que estamos sentindo, antes de quebrar a cara.)

Há estudos desenvolvidos pela psicóloga Dorothy Tennov que concluiu que o tempo médio de extensão da obsessão romântica é de dois anos. A paixão de fruto proibido, talvez dura um pouco mais.

Quando estamos apaixonados temos uma visão idealizada do parceiro, existe a ilusão de que estamos em um relacionamento intenso, uma sensação de sermos partes do outro, somos altruístas, e temos a crença que o outro sente o mesmo que a gente, que agirá da mesma maneira, que nunca fará nada para nos magoar… Doce utopia, expectativas irreais provocadas pela euforia da paixão. Quando “voltamos” ao mundo real gradativamente, a ilusão de intimidade se dilui e os desejos e comportamentos individuais retomam seus lugares.  A realidade nos distancia, e esse é o momento em que muitos desistem ou aprendem a amar de verdade, sem a “cegueira” da paixão.

Paixão não é amor, isso explicado pelo psiquiatra Scott Peck através de três razões:

1° – Não é uma escolha consciente, simplesmente acontece.

2° – Não há participação da nossa parte, tudo são atos impulsionados pela natureza do ser, sem esforços.

3° – A pessoa apaixonada não tem interesse em incentivar o crescimento pessoal do outro.

O foco da paixão é apenas acabar com nossa própria solidão, assegurando essa solução através do casamento. Não há interesse no crescimento pessoal e nos encontramos no ápice do amor. Não é necessário crescer, apenas nos mantermos lá. Eu costumo dizer, que é uma necessidade do nosso ego de ter alguém para chamar de seu.

“Apaixonar-se é um componente instintivo e geneticamente determinado do comportamento de acasalamento. Em outras palavras, um colapso temporário das reservas do ego que constituem o apaixonar-se; é uma reação estereotipada do ser humano a uma configuração de tendências sexuais internas e estimulações sexuais externas, as quais designam-se ao crescimento da probabilidade da união e elo sexual, tendo em vista a perpertuação da espécie.”

A paixão é um pico emocional temporário e só depois desenvolvemos o amor verdadeiro. O amor que une razão e emoção, envolvendo vontade, disciplina e crescimento pessoal. Cresce na escolha, e não por instinto. O amor verdadeiro só inicia depois que a paixão seguiu seu curso natural, é uma opção que surge após a experiência da paixão, é atitude, é escolha.

Fonte: As 5 linguagens do amor, Gary Chapman.

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